Café das 10

COVID'izer - 16 Mitos ou Verdades Sobre o Novo Coronavírus

Publicado por Macro Makers em 2020-03-23 às 10:00

COVID'izer - 16 Mitos ou Verdades Sobre o Novo Coronavírus

Trabalho de pesquisa do nosso departamento de marketing sobre o COVID-19, que pretende separar os mitos dos factos. Um recurso que colocamos ao serviço dos nossos clientes, hoje ao serviço da comunidade.

Nas últimas semanas a pandemia de COVID-19, direta ou indiretamente, tem feito parte das nossas vidas. Nas conversas, nos blocos noticiosos, nos jornais, nas revistas e nas redes sociais, não se fala de outra coisa. Apercebemo-nos na Macro Makers que circula imensa informação e contra-informação sobre este tema incontornável, sendo que nesta publicação pretendemos desmistificar algumas das referências que temos ouvido e/ou lido.

Na Macro Makers entrámos hoje na segunda semana de teletrabalho.

1. Os sintomas são semelhantes aos de uma gripe comum!

Verdade!

Em caso de febre, tosse e dificuldade para respirar, é preciso ficar alerta e a recomendação é para contactar a linha SNS24. Pode também surgir dor de garganta, corrimento nasal, dores de cabeça e/ou musculares e cansaço. Em casos mais graves, pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte.

2. O período de incubação do COVID-19 varia de 1 a 14 dias!

Verdade!

Em média, os sintomas começam a surgir no quinto dia após a contaminação.

3. Nunca antes tinha ocorrido um surto de coronavírus!

Mito!

Em anos anteriores foram identificados outros coronavírus que provocaram surtos e infeções respiratórias graves em pessoas. Exemplos:

  • A Síndrome Respiratória Aguda Grave (infeção provocada pelo coronavírus SARS-CoV) entre 2002 e 2003;
  • A Síndrome Respiratória do Médio Oriente (infeção provocada pelo coronavírus MERS-CoV) em 2012.

4. Tenho de usar máscara para me proteger?

Verdade!

No entanto, de acordo com a situação atual em Portugal, não está indicado o uso de máscara para proteção individual, exceto nas seguintes situações:

  • Suspeitos de infeção por COVID-19;
  • Pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infeção por COVID-19.

A Direção-Geral da Saúde não recomenda, até ao momento, o uso de máscara de proteção para pessoas que não apresentam sintomas (assintomáticas). O uso de máscara de forma incorreta pode aumentar o risco de infeção, por estar mal colocada ou devido ao contacto das mãos com a cara. A utilização de máscara contribui também para uma falsa sensação de segurança.

5. A utilização da máscara impede que possa ser contagiado com o COVID-19.

Mito!

A máscara protege contra a doença, mas não a evita. Uma pessoa com máscara pode contrair a doença nas seguintes circunstâncias:

  • Através de gotículas, quando se está perto de uma pessoa contaminada que tosse ou espirra;
  • Através do contacto das mãos com superfícies contaminadas, por isso é fundamental evitar tocar nos olhos, nariz ou boca, sem a devida higienização das mãos.

6. Para destruir o vírus, além de lavar as mãos com álcool em gel ou álcool a 70%, também podemos lavá-las com água e sabão.

Verdade!

A lavagem das mãos também pode e deve ser efetuada com água e sabão. Tanto o álcool como o sabão são bastante eficazes em quebrar a cápsula de gordura protetora do vírus e a suprimi-lo. Devem ser lavadas as palmas das mãos, os dorsos, entre os dedos e os pulsos.

7. O COVID-19 sobrevive até 12h em superfícies metálicas!

Mito!

Um estudo realizado pelo Healthcare Infection Society (órgão britânico de prevenção a infeções hospitalares) constatou que coronavírus semelhantes ao COVID-19 tinham duração variável entre duas horas até nove dias em superfícies tais como plásticos, metais ou vidros. O tempo em que o vírus persiste na superfície depende de vários fatores como o tipo de superfície, a temperatura e a humidade do ar.

8. Não existem medicamentos específicos para o COVID-19!

Verdade!

Não existindo ainda fármacos destinados a prevenir ou combater este novo vírus, os infetados deverão receber tratamento apropriado seja em regime hospitalar ou domiciliário, com vista a aliviar e a tratar os sintomas. Aqueles que estejam severamente doentes, devem receber suporte de vida.

9. A idade e algumas doenças tornam as pessoas mais vulneráveis!

Verdade!

As pessoas com maior risco de ficarem mais gravemente doentes são idosos, doentes crónicos: oncológicos, cardíacos ou com doenças pulmonares graves e pessoas com HIV, por exemplo. Convém lembrar que todas pessoas, independentemente da idade, podem ser infetadas. Os sintomas costumam ser mais leves nas crianças.

10. O COVID-19 é eliminado pelo calor!

Mito!

Segundo o estudo de uma equipa de cientistas das Universidades de Beihang e Tsinghua, em Pequim, para cada aumento de um grau na temperatura, as infeções por COVID-19 são reduzidas em 3,8% e para cada 1% de aumento na humidade, as infeções foram reduzidas em 2,2%. Assim sendo, o calor não elimina o COVID-19 mas reduz a sua transmissão.

11. Animais domésticos como cães e gatos podem contrair e/ou transmitir o vírus!

Mito!

Até ao momento, não existem evidências científicas.

12. O consumo de sopa de morcego pode ter despoletado o COVID-19 na China!

Mito!

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até ao momento não existem evidências científicas que a origem do surto tenha sido essa.

13. As vacinas da gripe ou contra a pneumonia não protegem contra o COVID-19!

Verdade!

Este vírus é novo e diferente, assim sendo precisa da sua própria vacina. Atualmente estão a ser desenvolvidas e testadas versões de vacinas em países como a China ou os EUA.

14. Existe o risco de cartas ou pacotes vindos da China transportarem o COVID-19 para outros locais!

Mito!

O agente do vírus não sobrevive no longo prazo em objetos como cartas e pacotes.

15. Uma pessoa não contrai o COVID-19 mais do que uma vez!

Mito!

Até ao momento ainda não existem evidências científicas disso mesmo. Já houve alguns casos de pessoas que foram dadas como recuperadas e que se viram confrontadas novamente com a doença. No entanto, ainda não foi possível apurar se essas pessoas tiveram uma recaída na doença ou se contraíram a mesma pela segunda vez.

16. O número 19 na designação COVID-19 é o número de vírus encontrados até hoje na família dos coronavírus.

Mito!

A Organização Mundial da Saúde atribuiu o nome, COVID-19, que resulta das palavras “Corona”, “Vírus” e “Doença” com indicação do ano em que surgiu (2019).

Não se esqueça, siga as recomendações da Direção Geral da Saúde e fique em casa ;)

Fontes:

cafedas10.pt